Corrimões da minha jornada Às vezes me sinto sufocado, Como se o ar me faltasse, Como se vivesse em gravidade zero, Flutuando entre pressões e expectativas. A vida grita que eu pare, Mas meu coração só sabe correr. Há dias em que tudo que eu queria Era um atalho para fugir da dor, Um caminho menos espinhoso, Um abrigo no meio da tempestade. Mas então... Caio. Me levanto. Rio da vida, avanço, resisto. Porque lembro do teu olhar, mãe — Sereno, firme, cheio de esperança. E vejo em ti, pai, A coragem silenciosa de quem luta, De igual pra igual, Mesmo quando o mundo pesa mais do que parece suportável. Homens de baixa estatura, Mas pais à altura dos maiores sonhos. Subo esta escada há 21 anos e 22 dias, E os corrimões que me sustentam, Em cada passo incerto, São vocês, mãe e pai. Nenhum verso é suficiente Pra traduzir a grandeza da missão que assumiram — De nos moldar, com paciência e sacrifício, De nos tornar o que hoje somos E ainda assim, todos os dias, ...