Adeus poetas
Lá vou eu
Me despedindo outra vez
Cansei de viver no talvez
Mas talvez nunca tenha sido meu
Quem sabe uma confusão de nitidez
Mesmo assim vou eu
Mesmo podendo ser estupidez
Este mundo deixou de ser meu
Me despedindo outra vez
Cansei de viver no talvez
Mas talvez nunca tenha sido meu
Quem sabe uma confusão de nitidez
Mesmo assim vou eu
Mesmo podendo ser estupidez
Este mundo deixou de ser meu
Adeus poetas
Este mundo fechou-me as portas
Talvez seja hora de experimentar novas rotas
Mesmo as certezas sendo tortas
Onde as linhas curvas tornam-se rectas
E vice versa
Lá vou eu poetas
Este coliseu abriu-me as portas
E de longe vejo várias rotas
Embora tortas
Oh poetas
Toquem-me as trombetas
Versando as minhas estrofes insertas
E que nas vossas memórias elas sejam certas
Meus poetas
Versem as minhas frases controversas
Cantem elas em conversas
Eis que não cumpri as promessas
Que as fiz ao fechar as minhas páginas de incertezas
De Ivanildo Penga, em Poetas
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