Caixinha Tantas equações melhores que lineares, E o resultado é você. Pra que o contradomínio, se o domínio é você — e nem é clichê. Desde o teu beijo, meu coração entrou em órbita. Juro, vou amar-te: serei teu marido, namorado e amante. Que se dane ela — já tenho a ti, minha incógnita. Estou a te amar tanto quanto o vento força o mar. Sigo contra a maré — pois é — não sei nadar neste mar de lágrimas. Irei te esperar na margem, iluminando o anzol com um farol. Nenhum dinheiro no mundo substitui este candeeiro: és tu quem ilumina a minha vida. Embora eu não compreenda nada, não sei como agir. Dá-me um sinal. Se eu for romântico, vais fugir? Se eu disser o quanto amo-te, vais me abraçar? Ou será minha morte? Gosto disso — pois, nesta história, eu sou o Rick, e tu és a Morte. De Ivanildo Penga, em Caixinha
Sociedade dos Juízes Me condenam por um erro E esquecem dos meus mil e incontáveis acertos Vivo e convivo com seres que Sorriem e anseiam por uma falha minha Conselhos que não constroem, Só destroem! És julgado e só tens que aceitar que és culpado; Justificativas e mais justificativas atrás da razão, Mas a tua verdade não importa e nem conta; Vives mas não vives! Aparência firme, e constante guerra psicológica. Riachos de lágrimas disfarçados de força Escorrendo nestes leitos, lágrimas de dor disfarçadas de gargalhadas, Estampando no rosto alegria de quem comigo não se importa. De Bilma Penga, em Sociedade dos Juízes