Caixinha Tantas equações melhores que lineares, E o resultado é você. Pra que o contradomínio, se o domínio é você — e nem é clichê. Desde o teu beijo, meu coração entrou em órbita. Juro, vou amar-te: serei teu marido, namorado e amante. Que se dane ela — já tenho a ti, minha incógnita. Estou a te amar tanto quanto o vento força o mar. Sigo contra a maré — pois é — não sei nadar neste mar de lágrimas. Irei te esperar na margem, iluminando o anzol com um farol. Nenhum dinheiro no mundo substitui este candeeiro: és tu quem ilumina a minha vida. Embora eu não compreenda nada, não sei como agir. Dá-me um sinal. Se eu for romântico, vais fugir? Se eu disser o quanto amo-te, vais me abraçar? Ou será minha morte? Gosto disso — pois, nesta história, eu sou o Rick, e tu és a Morte. De Ivanildo Penga, em Caixinha