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Caixinha

 Caixinha

Tantas equações melhores que lineares,

E o resultado é você.
Pra que o contradomínio,
se o domínio é você — e nem é clichê.

Desde o teu beijo, meu coração entrou em órbita.
Juro, vou amar-te:
serei teu marido, namorado e amante.
Que se dane ela — já tenho a ti, minha incógnita.

Estou a te amar
tanto quanto o vento força o mar.
Sigo contra a maré — pois é —
não sei nadar neste mar de lágrimas.

Irei te esperar na margem,
iluminando o anzol com um farol.
Nenhum dinheiro no mundo
substitui este candeeiro:
és tu quem ilumina a minha vida.

Embora eu não compreenda nada,
não sei como agir.
Dá-me um sinal.
Se eu for romântico, vais fugir?
Se eu disser o quanto amo-te, vais me abraçar?
Ou será minha morte?

Gosto disso —
pois, nesta história, eu sou o Rick,
e tu és a Morte.

De Ivanildo Penga,  em Caixinha 

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